Dicas e visitas imperdíveis - parte 4

VENEZA


Veneza nasceu no Palácio dos Doges por volta de 810 d.c. Era um palácio fortificado que tinha posição estratégica no controle do mar Mediterrâneo. Especula-se que a população inicialmente era formada por fugitivos das cidades romanas.

Veneza foi construída sobre um arquipélago com 118 ilhas, formada por 150 canais com lagos de pouca profundidade. As ilhas são interligadas por 400 pontes. Nas suas águas encalharam muitos navios, pois além de seus canais terem pouca profundidade, também eram cheios de bancos de areia, logo, para se entrar em Veneza, tinha que conhecê-la muito bem.

Por ficar isolada, Veneza dedicava sua atenção ao comércio externo. Os agentes venezianos, entre eles Marco Pólo ( que foi o primeiro a se aventurar a conhecer o oriente ), compravam especiarias da Índia, como tapetes, jóias, tecidos, vinhos, tornando-se uma das cidades mais ricas daquela época, entre 1.000 e 1.400 d.c. da época Medieval. Com a descoberta do caminho para as Índias pelos portugueses, aos poucos, Veneza entrou em decadência e foi perdendo seu grande prestígio.

VISITAS IMPERDÍVEIS



Basílica de São Marco – foi erguida a partir do século XI para receber o coro deo santo, patrono da cidade, vindo de Alexandria. Sustenta-se que a motivação foi menos religiosa e mais política. Com esse gesto, os Doges de Veneza pretenderam cativar a Igreja e, em troda, conseguir maior liberdade para cfonduzir seus negócios. Também chamada de a Igreja de ouro, tal a quantidade do metal precioso nela empreado. Misturam-se vários estilos: o gótico, mosaicos e características bizantinas e imagens renascentistas. Na fachada encontram-se 4 cavalos de bronze, arte grega do séc.III e IV a.c.trazidos de Bizâncio para Veneza em 1.204 d.c.

- Vale uma visita até o balcão para admirar a beleza da praça.
- Observar os 4 mil metros quadrados de mosaicos construídos ao longo de 700 anos, reproduzindo passagens bíblicas.

Palazzo Ducale – ( ao lado da Basílica ) Foi a residência do Doges, governantes da cidade, e símbolo do poder econômico de Veneza. O primeiro Doge foi eleito em 69j7, quando a cidade ainda pertencia ao império bizantino. Até 1.297 os Doges foram eleitos pela aristocracia e pelo povo. Contruído em pedra e mármore, o palácio é considerado uma das obras máximas do chamado gótico florido. Sua construção se iniciou no século XI, mas diversos incêndios obrigaram a diversas reformas. Ponte dos suspiros – ponte que liga o Palazzo Ducale ao calabouço, então era o local onde os prisioneiros davam o último suspiro antes de morrer.

Campanário – ao lado da Basílica – através de um elevador, pode-se subir e ver toda Veneza

Ponte do Rialto – um dos símbolos da cidade. Muito movimentada, cheia de bares, vale um passeio nas duas margens do canal e pela própria ponte.

Passeio pela ilha de Murano – famosa pela fabricação dos vidros mais antigos e mais famosos do mundo.

Passear de Gôndola – as gôndolas fazem parte da história de Veneza desde o séc. II, com seus cascos delgados e chatos, são perfeitamente adaptados aos canais estreitos e principalmente rasos da cidade. Todos os que estão remando as gôndolas são filhos, netos e bisnetos dos primeiros gondoleiros. Essa função é passada de pai para filho.

Canal Grande - os principais palácios e museus estão ao longo desse canal

Accademia – o maior acervo de pinturas venezians do mundo está aqui. Abrange 5 séculos de arte. Começa no período bizantino medieval, passa pelo renascimento e vai até o barroco.

Palazzo Rezzonico – edifício do séc. XVIII – foi moradia do papa Clemente XIII e hoje abriga um museu.

Palazzo Dario – foi construído no séc. XV, serviu de residência do duque de Francesco e é hoje, sede da universidade. ( Dizem que o lugar é amaldiçoado )

Palazzo Giustinian – em estilo gótico, foi habitado pelo compositor alemãoWagner, que ali escreveu o segundo ato de Tristão e Isolda.

Igreja de S. Maria della Salute – foi edificada no séc. XVII em estilo Barroco.Cheia de obras de arte, vale uma visita pela sua grandiosidade.

Dicas e visitas imperdíveis - parte 3

ILHA DE SANTORINI – GRÉCIA


A ilha deve seu nome a Santa Irene como os Venezianos a denominavam no século XIII.
Anteriormente era conhecida como Kallisté = a mais bela em grego.
Sua capital – Thira ( fira ) ou Thera
São 73 km de costa com belíssimas casinhas brancas e 300 igrejas ortodoxas

Santorini, na realidade é o que sobrou de uma grande explosão vulcânica a mais ou menos 1.500 a.c., por isso suas praias com areias escuras de material vulcânico.

Curiosidade: a ilha por ter um solo especial e muito fértil tournou-se propício ao plantio de parreiras, logo a ilha produz um dos melhores vinhos da Grécia.


LOCAIS A SEREM VISITADOS

Visitar Akrotiri - local onde existe um sítio arqueológico e um museu com as relíquias da mais antiga civilização da Europa. Uma vila preservada pelas lavas por mais de 3.500 anos.

Ruínas de Thera – Cidade pré-histórica onde ficava a população antes da explosão ( tipo Pompéia )

Vilarejo de Oia – é onde veremos o estilo de vida mais tradicional da ilha

Principal via pedestre- Angiou Mina

Degustação de vinhos: Boutarí Wine Centre – vinho típico da região “ Vinsanto”.

Monastério Medieval: encima do morro Profitis Ilias ( ir com roupas sóbrias )

Passeio de veleiro pela Caldeira – ir ao porto novo – Athinios ( perto ficam os vinhedos – mais típico é o vinho branco seco e o conhecido vinho de sobremesa vinsanto= 13 euros )

O porto mais famoso – SKALA FIRA - pode-se ir lá de teleférico ou no pitoresco burrinho.

Praia mais famosa com areias vulcânicas pretas – KAMARI

Praia mais exótica – Red Beach – com areias vermelhas


PROGRAMA IMPERDÍVEL


Estar no bairro de Oia e ver o belíssimo por-do-sol tomando uma tacinha de vinho” vinsanto”.

Dicas e visitas imperdíveis - parte 2

MIKONOS - GRÉCIA

Mikonos em grego : MÚKOVOÇ ( ilha branca ou massa de pedra )

Curiosidade: SABEM PORQUE AS CASAS SÃO BRANCAS COM JANELAS AZUIS?
Já deram uma olhadinha na bandeira Grega?

Mikonos tem uma extensão de 86 m, essencialmente formada de rochas e granitos. Na mitologia grega Mikonos foi o local da batalha entre Zeus e os gigantes. A ilha foi batizada com esse nome em homenagem ao filho de Apolo – Mikonos.

A ilha começou a ser habitada por volta de XI a.c. pelo Jônios, mas sua história conta ainda sobre povos Fenícios, depois os Romanos, os Otomanos e até os Venezianos.

A cidade foi construída para ser um labirinto de ruas, pois a intenção era a proteção contra os ventos fortes e para confundir e encurralar piratas e saqueadores.

Nome da Capital de Mikonos: Chora

LOCAIS OBRIGATÓRIAS PARA SEREM VISITADOS

Praias - Paradise Beach e super Paradise Beach ( em português praia do paraíso ). Chega-se a essas praias usando barquinhos que saem da praia de Platys Giálos, a 3 Km de Chora. Praias onde o nudismo é permitido e vários bares funcionam até de madrugada com grandes baladas.
Bairro antigo da capital Chora Alefkandra conhecido como pequena Veneza – casas construídas na beira do mar e no estilo de Veneza. Local também de ótimas boates e bares.

Cartão postal obrigatório – Panagia Paraportiani – complexo com 5 pequenas igrejas construídas no séc. XV no bairro de Castro.

Igreja Virgem Maria de Tourliani – construída em 1.542 – Igreja famosa em Mikonos.

Passeio a ilha de Delos – a 2 km da costa, local onde, na mitologia grega, nasceram os deuses Apolo e sua irmã Ártemis ( deusa da caça ). Centro com grande importância religiosa, principalmente entre os séculos III e II a.c. e onde pode-se visitar o museu.

Town Hall – construído para ser o consulado Russo após a vitória sobre os Turcos Otomanos em 1.774. Depois da revolução grega se tornou sede do governo de Mikonos.

Museus – Museu arqueológico, museu do folclore, museu da agricultura e museu marítimo do Egeu.

COMIDAS TÍPICAS A SEREM EXPERIMENTADAS

Louza - aperitivo à base de carne de porco e vitela com muito sal e pimenta.
Kopanisti - queijo bem temperado e apimentado, vem com manteira e é acompanhado com pão.

Dicas e visitas imperdíveis - parte 1

Amigas,

Faltam mais ou menos quinze dias para viajarmos e nossas aulas terminaram. Agora estou focando no que deveremos ver de mais interessante em cada local visitado, que eu chamo de "atrações imperdíveis" ou de possíveis passeios que poderíamos ir, mas que dependeremos do clima e do tempo de estadia em cada lugar. Como chegaremos primeiro em Atenas é por aí que começam as minhas dicas.

ATENAS


Acrópole – com 156 metros de altura foi o núcleo da democracia da cidade de Atenas. De acordo com os dados arqueológicos, foi aí que se instalaram cerca do ano 3.000 a.c. os seus primeiros habitantes.A acrópole ( cidade alta ) era o centro da cidade, onde ao seu redor encontravam-se residências reais, assim como casas e vários templos sagrados. Mais tarde, nunca foi determinado com exatidão, quando é que a colina sagrada deixou de ser lugar de residência e se transformou em centro religioso, onde se construíram os santuários mais importantes.No início do século VI, constroem-se os maiores templos em honra de Atena ( deusa da guerra e da sabedoria ). No entanto os santuários foram destruídos no período das guerras persas. Mas a partir do século V a.c. os atenienses começaram a transformar a Acrópole construindo diversos templo como o Partenon, o Propileus, o Erecteio e outros.

Odeão de Heródes Ático – construído em 160 a.c. pelo rico orador ateniense Heródes Atico em memória de sua esposa, era um teatro e possivelmente era recoberto com telhado de madeira.

Teatro Dionísio – O teatro comportava cerca de 20.000 pessoas.Foi nesse teatro que floresceu a linguagem da tragédia. Foram aí representadas as tragédias de Esquilo, de Sófocles e de Eurípedes, assim como comédias de Aristófanes, Menandro e de outros grandes poetas da antiguidade.

Arco de Adriano – Foi construído em sinal de agradecimento ao amigo de Atenas – Imperador Romano Adriano.

Templo de Zeus Olímpico – era o maior templo de Atenas – foi terminado em 132 d.c. por Adriano

Estádio – Construído em 330 a.c., todo em mármore. Com a passagem do tempo o estádio foi destruído, mas em 1.894 foi todo reconstruído em mármore, voltando a sua antiga forma. Comporta 60.000 pessoas.

Templo de Hefesto – encontra-se na colina de Agora. Foi dedicado a Hefesto, deus do fogo.
É considerado o templo clássico mais bem conservado da Grécia. Foi construído nos meados do século V a.c.

A antiga Ágora – as ágoras eram muito importantes, pois eram o ponto de encontro dos gregos antigos e em geral, o centro da vida pública. Ali faziam seus discursos políticos, filosóficos, transações comerciais, festas públicas e provas de atletismo.

Museu Arqueológico Nacional – fundado em 1.866, estão expostos objetos de coleções dos períodos arcaicos até coleções clássicas gregas e romanas.



PASSEIOS IMPERDÍVEIS

Troca de guardas na praça Sintagm

Passear pela rua Ermu – local de lojas de grandes grifes e de onde sai um simpático trenzinho que passa por diversos bairros, inclusive pelo famoso bairro Plaka

Bairro Plaka – deixe-se vaguear pelas estreitas ruas desse bairro antigo, cheio de lojinhas com artigos típicos e restaurantes super simpáticos.




SUGESTÕES - HORÁRIOS LIVRES



1º DIA – Chegada por volta das 16:00 hs ( domingo )
Noite livre – passear no bairro antigo de Plaka e jantar lá.

2º DIA – Tarde livre – Ir a Ágora, templo de Hefesto, o Areópago ou passear pela rua Ermu
Noite livre – Ver a troca de Guardas na praça Sintagma
Passear de trenzinho que sai da rua Ermu

8º dia - Tarde livre – Ir ao Museu Arqueológico Nacional e fazer as últimas compras
Noite – Jantar típico

Amigas,


Hoje começamos a entrar no Renascimento, período entre 1.400 d.c. e 1.600 d.c.
Diversos fatores contribuiram para o início dessa nova etapa na História da Humanidade. Até então tínhamos um período de grande religiosidade com a construção de belíssimas Igrejas e todos muito voltados para a Bíblia, Papas e regras religiosas.

O primeiro fator foi o enriquecimento de diversas cidades da Itália, como Gênova, Veneza, Florença ( entre 1.200 e 1.400 d.c. ), que traziam porcelanas, sêda e especiarias do Império Romano do Oriente e comercializavam em toda a Europa. Como tinham controle sobre o Mar Mediterrâneo, impediam que outros países também buscassem no Oriente tais produtos.

Isso forçou o início das grandes Navegações, pois países como Portugal e Espanha queriam encontrar outras rotas para chegarem a Índia e poderem negociar diretamente.
Dessa forma Portugal foi o primeiro a se lançar ao mar, seguido pela Espanha. O objetivo de Portugal era chegar às Índias contornando o continente africano e o da Espanha, como acreditavam na esfericidade da terra, pretendiam uma circunavegação, onde acabaram descobrindo um novo continente, as Américas.
Nesse período novas invenções contribuiram para o sucesso dessas primeiras grandes navegações como a criação de embarcações onde as velas eram móveis, a bússola, o astrolábio que era um instrumento que orientava a navegação através dos astros.

Em 1. 453 os Turcos Otomanos tomaram Constantinopla ou o Império Romano do Oriente e as cidades como Florença e Veneza entraram em decadência, pois já não podiam mais comercializar com a Roma Oriental.

Outro fator que influenciou esse período foi o interesse do Papa Urbano V pelas ruínas Romanas. Após diversas escavações e descobertas de sítios arqueológicos houve um retorno da arquitetura clássica greco-romana, afastando-se assim, da arquitetura exclusivamente religiosa.

Também nesse período diversos diálogos de Platão e textos históricos de Heródoto e Tucidides foram traduzidos. Esses textos tinham por objetivo criar seres humanos livres e civilizados, cidadãos pensantes, mais que apenas sacerdotes e monges. Com isso houve uma ruptura radical dos pensamentos medievais, únicamente direcionados aos assuntos religiosos. O homem passou a ser a figura principal e o Humanismo o ideal renascentista.

E na arte, uma revolução. Com o enriquecimento das cidades italianas provenientes do comércio, ricos comerciantes começaram a investir nas artes, em Veneza os Doges ( chefes de estado ), em Florença a família Médici, em Milão os Sforza e em Roma o papado, aumentando assim o desenvolvimento artístico e cultural. A partir daí também foi criado o mecenato ( patrocínio artístico ) e os mecenas que bancavam os artistas . Por isso a Itália é conhecida como o berço do Renascimento e grandes nomes surgiram em Florença, tanto na pintura, escultura como na arquitetura.

Aconselho nesse ponto verem o "Filme Agonia e Êxtase", filme maravilhoso que mostra Michelangelo pintando a Capela Sistina com a técnica de afresco e todo o contexto histórico que envolve o filme.

Agora entramos em outro período - o estilo Barroco - que quer dizer pérola irregular e marca o período entre 1.600 à 1.700 d.c.

Políticamente a Itália havia perdido muito prestígio e força, principalmente depois da invasão dos Turcos Otomanos em Constantinopla, mas continuava a ser a maior potência européia, berço do Renascimento e do Barroco. Com a eclosão da Reforma Protestante, a Igreja Católica se reorganizou lançando a contra-reforma, numa tentativa de refrear a evasão de fiéis para o lado protestante e a consequente perda de influência política. Embora o Barroco tenha assumido diversas características ao longo da história a sua principal função era de cunho propagandista e a arte, seu meio de maior divulgação ( grosseiramente o jornal de hoje ). A orientação da Igreja era que a arte oferecesse uma compreensibilidade imediata para o povo inculto. Pregava a fé e ao mesmo tempo usava meios sensacionalistas e uma emocionalidade intensa além da monumentalidade. Com esse pensamento a Basílica de São Pedro em Roma foi reconstruída
( 1.506 ). Nela constatamos primeiro a grandiosidade, depois o grande número de estátuas em tamanho natural com muito movimento e teatralidade e apenaas um objetivo: demonstrar o poder e a força da Igreja.

Para poderem visualisar a arquitetura e a vida desse período, aconselho a verem o filme Moça com brinco de pérola".

A seguir entramos no Barroco Rococó - 1.700 à 1.750.
Estilo, que como o nome já diz, é uma continuação do anterior, sendo que a Corte Francesa passa a ter mais influência e muitos artistas retratam a vida "fútil"da Corte. É um estilo mais feminino e delicado. Enquanto o Barroco era cênico, teatral e religioso, o barroco rococó é um estilo direcionado a decoração interior. De forma que veremos muitos motivos florais, pássaros, frutas, rosto de menina sorrindo entre outros temas delicados.

Gostaria que vissem o filme Maria Antonieta, filme que mostrará com preciosismo de detalhes, porque o povo francês "teve" que se revoltar e então culminar com a Revolução Francesa.

Como reação ao Barroco e ao Rococó, surgiu o estilo Neoclássico - 1.750 à 1.800. Estilo que surgiu após escavações feitas em Pompéia e Herculano, cidades Romanas soterradas pelo vulcão Vesúvio em 79 d.c. Como ocorreu no renascimento, o neoclassissismo preconizava o retorno aos ideais clássicos de beleza, agora sem o espírito humanista que deu origem ao primeiro, mas uma busca de reviver uma época tida como a origem da beleza e da virtude. O movimento Neoclassico realmente tomou impulso através dos arquitetos Ingleses que começaram a visitar a Itália e a Grécia e a publicar os resultados de suas observações. A partir daí temos uma arquitetura mais limpa, com frontões clássicos, esculturas mais simples e em menor quantidade.

Enfim, a História vai nos mostrando o quanto a Grécia e a Roma clássica sempre enfeitiçaram a humanidade e o mais bonito é que continuam a nos enfeitiçar.

Até a próxima aula.




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Amigas,


Hoje estou escrevendo antecipadamente, pois nossa terceira aula será amanhã. Agora só estão faltando dois meses para nossa viagem, tempo suficiente para conhecermos um pouquinho mais os locais que visitaremos.

Nossa viagem passará por importantes cidades da época Medieval - 100 d.c. à 1.050 d.c., de forma que achei relevante nos aprofundarmos um pouco mais nesse período.

Primeiro, gostaria de esclarecer que alguns historiadores chamam a Idade Média de "idade das trevas", mas na verdade foi um período de grandes mudanças revolucionárias, entre elas posso citar a invenção do óculos, da roda dágua, primeiro registro de produção em massa de ferraduras, um surto tecnológico produziu o relógio mecânico, a bomba de sucção, o tear horizontal e a mais importante, a tecnologia para construir belíssimas Igrejas com uma arte inigualável.
De forma, que esse período está longe de ser um buraco negro, pois a Idade Média marcou o verdadeiro início da industrialização na Europa. Os historiadores ao se referirem a esse período como " a idade das trevas" se referiam a uma época em que a razão estava submetida à religião e na qual a maioria das pessoas eram analfabetas, o que era absolutamente verdade, sendo uma das características da arte desse período a arte anedótica, isto é, conta as histórias bíblicas de forma visual, para um povo que , em sua maioria não sabia ler. A visualidade era marcante e a arte fazia o papel de educadora.

Como consequência temos um período de grande religiosidade e uma arquitetura totalmente voltada para as Igrejas, onde três estilos se sobressaem: Estilo Bizantino que é o estilo das primeiras igrejas feitas em Constantinopla ( hoje Istambul - Império Romano do oriente ), período de 300d.c. à 800 d.c. a seguir teremos o estilo Românico de 800 d.c. à 1.200 d.c., como exemplo a Catedral de Pisa com sua torre e por último o estilo Gótico - ex: Catedral de Florença de 1.200 à 1.400 d.c.

Sabemos que após a morte de Cristo, os que se convertiam a nova religião eram implacavelmente perseguidos, pois iam contra as leis Romanas. Foram 300 anos de perseguições até que Constantino no ano de 314 d.c. também se converteu ao Cristianismo, assinando o tratado de Milão que permitia a liberdade de religião.

Sugiro ver o filme " Constantino e a Cruz ", que mostra por exemplo, que sua mãe, a qual não conhecia, era uma Cristã e esse foi um dos fatores para a sua conversão, além de muitos outros fatores políticos.

A primeira Basílica de São Pedro em Roma foi um presente de Constantino ao Papa Silvestre I no ano 326 d.c., essa basílica, porém seria demolida mais de mil anos depois para a construção em 1.506 da atual Basílica.

Por volta de 532d.c. à 537 d.c.foi construída a explêndida Igreja de Santa Sofia em Constantinopla e o auge do Cristianismo acontece por volta de 800 d.c. à 1.400 d.c. quando diversas cidades constróem suas Igrejas, sendo a de Florença a mais imponente.

Ano de 800 - Construção da Igreja de São Marcos em Veneza - estilo Bizantino
Ano de 1.063 - Reconstrução da Basílica de São Marcos em Veneza
Ano de 1.064 - Construção do Duomo de Pisa - estilo Românico
Ano de 1.128 - Igreja de São Francisco de Assis - estilo Românico
Ano de 1.174 - Torre de Pisa - estilo Românico
Ano de 1.163 - Construção da Igreja de Notre Dame - estilo Gótico
Ano de 1.200 - Catedral de Florença - estilo Gótico
Ano de 1.238 - Igreja de Santo Antônio de Pádua - Gótico
Ano de 1.299 - catedral de Nápoles - estilo Gótico
Ano de 1.380 - Catedral de Siena - estilo Gótico

Esse é um período de belas Igrejas e também o surgimento de grandes artistas como: Giotto, Fra Angelico, Boticelli, Leonardo da Vinci na pintura, Donatello, Michel Angelo, Ghiberti, na escultura,Brunelleschi na arquitetura entre muitos outros.

A maioria deles se fixou em Florença, que era a Nova York de hoje. Tudo acontecia lá e onde todos queriam estar. Florença dos grandes banqueiros e da poderosa Família Médici. O que Florença não criou, ela aprimorou. Assim como Atenas foi o centro do mundo da era a.c., Florença era o centro do mundo d.c.

As cidades de Pádua e Assis tem em comum é que nelas viveram respectivamente Santo Antônio e São Francisco, esse último fundou a ordem dos Franciscanos e suas Igrejas são em homenagem a esses dois Santos.

Pisa é conhecida por ter sido um dos maiores portos de Roma. Há 20 séculos o estuário encontrava-se a 4 km do mar, atualmente está a 17 km. Sua Torre inclinada deve-se exatamente a esse terreno arenoso.

Siena era mais importante que sua rival, Florença, principalmente porque tinha água. Foram escavados 15 Km de túneis subterrâneos, o que garantia a cidade grande abundância de água, logo, um grande desenvolvimento, mas a peste negra dizimou boa parte da população. A partir daí, Florença passou a se destacar.

Veneza, isolada, dedicava toda sua atenção ao comércio externo marítimo. Os agentes venezianos compravam especiarias, da Índia, tapetes, jóias, tecidos e vinhos, tornando-se uma das cidades mais ricas. As casas eram grandes, altas, construidas ao estilo Bizantino + gótico. Na política, o chefe de estado se chamava Doge.
Veneza tem 177 canais, 400 pontes e 118 ilhas. Esta rodeada de lagos de pouca profundidade e nas suas águas encalhavam muitos navios, que também podiam acabar entricheirados, pois Veneza é toda rodeada de bancos de areia, o que facilitou seu isolamento.

Nápoles foi provavelmente fundada pelos gregos em 600 a.c.. Foi conquistada pelos romanos em 326 a.c.Ganhou templos, aquedutos, termas, hipódromos, e circos, era a cidade favorita dos Romanos para as férias. Hoje a cidade é um dos grandes portos italianos e o turismo, fonte permanente de divisas por causa de Pompéia. Cidade Romana encoberta pelas lavas do vulcão Vesúvio no ano 79 d.c.. Em Pompéia poderemos ver e imaginar como era realmente a vida no começo de nossa era.

Aconselho a quem quiser ver a reconstituição desse período da História ver o filme "Pompéia".

Resumindo, a Itália é um belo passeio por lindas igrejas, cheias de pinturas religiosas, retratando a vida de Cristo, mas em contrapartida, com o passar dos anos a religião Cristã começa a se corromper. Padres quase que completamente analfabetos, o comcubinato mais ou menos aceito, venda de perdão de pecados, amortização de anos no purgatório através de pequenos donativos, os altos impostos e a inquisição com o julgamento de hereges.
Aconselho a ver o filme "Lutero". Padre franciscano que protesta junto com a população contra a falta de fé e o excesso de riqueza da Igreja.

Desse ponto há uma divisão: Cristãos e protestantes e a Igreja nunca mais será a mesma.

Uma nova fase começa na História da Humanidade: o Renascimento

Época das grandes navegações e dos grandes descobrimentos, mostrando ao homem que a terra é muito maior do que êle poderia imaginar, logo, os seus interesses, que antes eram focados exclusivamente em Deus, passam a uma dimensão muito maior - descoberta de novos horizontes.

Amigas, nossa próxima aula deverá ser no dia 31 de julho. Agora sim, vamos entrar no Renascimento e no Barroco.

Até lá.

Amigas,

Nossa segunda aula aconteceu no dia 03 de julho, uma aula muito bonita, repleta de acontecimentos marcantes, entre eles o nascimento de Jesus que divide a história em a.c. e d.c. e o início da Idade Média - 100 d.c. à 1.050 d.c.

Na última aula falamos sobre o Império Grego, as grandes construções como o Templo para a deusa Atena na Acrópole que aconteceram entre 500 e 400 a.c. e sua grande expansão a partir das conquistas de Alexandre Magno ou "o grande". Após a morte de Alexandre o império entra em decadência e Roma conquista finalmente a Grécia no ano de 146 a.c.
Desta forma, anexando aos seus territórios as terras pertencentes aos Gregos, o Império Romano tornou-se a potência mundial daquela época, mas acabou se enfraquecendo exatamente por sua grande extensão e muitos povos bárbaros tentavam invadi-lo. Para tentar ter mais controle sobre todos os seus territórios o Império foi dividido em dois: o Império Romano do Ocidente ( Roma hoje ) e o Império Romano do Oriente ( Istambul hoje ).
Mesmo assim o Império Romano do Ocidente entrou em decadência e foi finalmente invadido pelos Bárbaros, mas o Império Romano do Oriente ainda permaneceu por mais 1.ooo anos, sendo finalmente conquistado em 1.4534 d.c. pelos Turcos Otomanos. Se Você quiser ter uma visão de como eram as casas e a maneira de viver dos Romanos em 79 d.c. ver o filme Pompéia, que faz a reconstituição dos dias antes da erupção do vulcão Vesúvio.

Início da Idade Média - período que marca uma nova fase na história da humanidade.
Vários fatores influenciaram para o início dessa nova fase, primeiro a decadência de Roma e segundo a expansão de uma nova religião - o Cristianismo, que acima de tudo pregava o amor incondicional e a existência de apenas um Deus, o que ia contra os pensamentos dos imperadores que se diziam deuses e seus métodos para escravizar povos conquistados.

Aconselho a verem dois grandes filmes Ben Hur e a Queda do Império Romano, filmes que ilustram cronólogicamente e com muito realismo os fatos narrados acima, inclusive mostrando o início da pregação de Jesus e como o Cristianismo começou a ser difundido, dividindo a história para sempre em a.c. e d.c.

Após a Cruxificação de Jesus o Cristianismo tomou mais força e ao mesmo tempo passou a ser ferozmente perseguido por mais de 300 anos, quando Constantino, Imperador da Roma Oriental, políticamente se converteu em 313 d.c.

Praticamente todo o Império Romano acontece na Idade Média, que é marcado por grande religiosidade. Três estilos arquitetônicos acontecem nesse período, sempre ligado as construções de igrejas: estilo Bizantino, estilo Românico e estilo Gótico.
O primeiro com inluências oritentais, pois começa em Constantinopla e o maior exemplo é a Igreja de Santa Sofia, hoje uma mesquita. O estilo românico é um retorno as raízes romanas, onde todas as igrejas tem pequenos arcos e poucas aberturas - Pisa, e o último o Gótico, tendo como uma das primeiras igrejas góticas a de São Francisco de Assis.

Nas cidades que passaremos como Florença, Siena, Pádua, Pisa, Veneza e Assis ( ver como curiosidade o filme Irmão Sol e irmã Lua ) estaremos passeando pela Idade Média e sua arquitetura. Cidades muradas, cores terrosas, ruas estreitas e grandiosas Igrejas, todas construidas mais ou menos no mesmo período, entre 1.100 d.c. e 1.300 d.c.

Próxima aula será no dia 17 de julho, falaremos um pouco mais sobre essas cidades acima citadas e entraremos no Renascimento,um novo horizonte se descortina para a humanidade com as descobertas do famoso Caminho para as Índias e as grandes navegações que culminaram com o descobrimento da América e do Brasil.

Até lá.